Olho no espelho, mais uma vez
Vejo-me como sou, natural
Instantes após mirar-me
Esqueço a imagem ali...
Pele branca, o luar corre sua nudez
Opulento brancor que cintila.
Vejo-me como sou,
A imagem de outrora apagou-se
Como pó saiu ao passar do dedo,
Já não se pode refletir,
Só a memória insiste lembrar.
Mas será que já divergi
Do que realmente sou?
O que ante a mim vejo
É o que realmente desejei?
Apesar de ânsias e incertezas
É o que o espelho diz quem sou...












